O Capivarismo

Novo ao conceito de capivarismo? Em necessidade de reforçar sua memória para reavivar sua fé? Tempo livre sobrando? Todas as respostas e algumas perguntas para a religião mais inovadora, sábia e repleta do maior roedor herbívoro do mundo se encontram em: http://www.kiquepedia.com.br/index.php?title=Capivarismo

domingo, 12 de setembro de 2010

O dia em que o Gabriel quase me matou 1

Atenção... é possível que o post abaixo assuma proporções faraônicas a medida em que eu for encontrando coisas pertinentes para adicionar:

Um dos motivos pelo qual todas as pessoas do mundo não se matam é o fato de nossa vida ser algo interessante. Não quero dizer que ela é interessante do ponto de vista biológico, filosófico ou religioso da coisa, simplesmente quero dizer que séries de eventos felizes ou infelizes acabam resultando em dias e momentos realmente interessantes, que te fazem pensar "poxa, a vida realmente vale a pena" logo depois de uma corrente de comprimento quase infinito de cagadas que ironicamente tentam acabar com você.

Recentemente eu vivenciei um dia muito interessante.
Foi o dia em que o Gabriel quase me matou.
A bem da verdade, o Gabriel quase me mata quase todos os dias, pois quase todos os dias eu o encontro e ele tem a possibilidade de me atacar de forma homicida. Mas eu considero "dias em que o Gabriel quase me mata" aqueles em que o evento sai do campo do "possível" e vai para o campo do "provável". Ainda assim, como esses dias são bastante comuns, chamarei de "o dia em que o Gabriel quase me matou 1".


Para tornar o post mais pertinente, acho que eu devo dar uma pequena definição do que eu chamo de "fenômeno Gabriel". Para tal, lanço mão de uma pequena parábola.
No início dos tempos, a Capivara acreditou que o mundo estava muito conservador, estável e capaz de retornar a um estado de nada como era no início. Assim, a Capivara criou um ser gerador de entropia, caótico e capaz de manter o universo instável. Esse ser foi acidentalmente destruído pelo Gabriel.
Com essa singela definição, começa a história.

Era mais uma tarde simples e pouco notável, que jamais aparentaria ser um dia no qual eu seria quase morto. Saía eu do restaurante (chamarei apenas de "restaurante", uma vez que não encontro na língua portuguesa palavras que descrevam de forma precisa toda a magnâmia beleza e salvação que o "bandejão" representa para a vida de um estudante faminto) juntamente de meus quatro amigos (que, para fins de manter anonimato, chamarei apenas de catalisador 1, catalisador 2, vítima e Gabriel).
Comentávamos sobre coisas aleatórias e de pequena importância... Talvez sobre as provas que estavam por vir, ou sobre os pernilongos (também conhecidos como pequenos filhotes alados de satã) ou sobre como o Gabriel é joselito e pode nos matar com seus ataques furtivos e sorrateiros, ou algo trivial, que não deveria incitar em demasia a fúria apoteótica de Gabriel.
Foi então que o catalisador 1 chateou o Gabriel...
E o catalisador 2 também o fez...
E os catalisadores 1 e 2, em conjunto, o fizeram novamente...
E isso foi um erro, mas não um erro de pouca importância como aceitar o cavalo de Tróia, vender Jesus ou comer a maçã oferecida pela serpente... Não, foi um erro sério.

O Gabriel, claramente transtornado, começou a acelerar seu passo. Sabe-se que Gabriel está transtornado quando você sente que qualquer lugar do mundo, inclusive dentro de uma caixa de televisão ao lado de um palhaço de duas cabeças homicida, é mais seguro que num raio de até um braço do Gabriel.
E foi assim, transtornado, que Gabriel sumiu...
E a história começa...

Continua

3 comentários:

  1. É claro que eu acho que talvez devessemos parar de enrolar, digo, uma vez que toda história tem seu fim, ou não, é bom colocarmos em destaque o fato de que as coisas podem fazer sentido em diversas ocasiões, e que, não necessariamente, condizem com a calhordice acima descrita. Não sei se fui bem claro, espero ter me expressado seguindo os ensinamentos capivarísticos observados na capa do "Blood Sugar Sex Magik". Muito groove and diiiiirty bassline YEAH! WOW! DEFEQUEI PELA BOCA AHHHHHHH!

    Bjundas

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  2. Devo admitir que esse foi um dos comentários mais coerentes que eu já vi em toda a minha vida

    E essa capa é bizarra =]

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  3. Se eu bem conheço a história, é provável que o João não tenha contado tudo de uma vez porque teve de sair da frente do PC. Só o fato de lembrar do ocorrido aterroriza a todos nós! Certamente o João teve pesadelos depois de escrever e certamente eu também os terei hoje...

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