Algum de vocês, pobres almas que decidiram desperdiçar preciosos minutos de suas vidas lendo baboseiras na internet (repare que, no contexto do Capivarismo, desperdiçar tempo no ócio é algo bom e recomendável, digno de elogios e recompensas) já leu o blog de algum outro cidadão antes?
Sim, eu sei que isso é algo vergonhoso de se admitir... Mas possivelmente já leram, certo? Então devem ter reparado como todas as pessoas que escrevem em blogs vivem vidas sensacionais, repletas de viagens e trabalhos comunitários, salvando gatinhos e impedindo que seus miguxos do peito fiquem de fora do show do Restart.
Bom, confesso que nunca tinha escrito para um blog antes, e essa experiência me dá um misto de prazer pela novidade e vergonha por aderir a um dos mecanismos de entretenimento mais baixos da internet (perdendo apenas para a trollagem, o caminhar pelo orkut e a busca frenética por pornografia). O blog, pra começo de conversa, foi desenvolvido apenas como um mecanismo para garantir que colegas distantes possam atualizar um diário de bordo (como o exemplo ilustrativo de um colega hipoteticamente na Coreia), então, como eu poderia corresponder aos quase infinitos acessos por hora que o blog recebe se minha vida pode ser tão maçante quanto observar cola secar na madeira? Como saciar a vontade de internautas que querem saber como está o clima em Honolulu ou quais foram as palavras que Bon Jovi falou para seu amigo do peito antes de entrar no palco?
A resposta é simples... mesmo um momento da vida absolutamente maçante pode se tornar extremamente divertido quando abordado por uma perspectiva diferente, levemente afetada por alucinógenos e transcrita com imprecisões milimetricamente jogadas de qualquer maneira para todos os lados. A grande quantidade de nada envolvida em um momento de ócio dá abertura para muitas interpretações, e a isso devemos explorar.
É assim, meus caros, que todos estão convidados a escrever todo o absoluto ócio que se passa na vida de vocês, independentemente de serem estudantes comuns, agentes secretos disfarçados, mordomos, artistas ou pessoas que, para fins de ilustração, estão hipoteticamente na Coreia...
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